Radiologia medica – WordPress.com site

O QUE É RESSONÂNCIA?

É um exame moderno, diferente da radiografia e da tomografia computadorizada, pois, não utiliza radiação (raios-x) e sim, um forte campo magnético e ondas de rádio que permitem a formação de imagens. Não produz efeitos prejudiciais e permite ao médico radiologista examinar as imagens no computador em duas ou três dimensões de diferentes partes do corpo.

COMO SURGIU?

A técnica de imagens por ressonância magnética explora um fenômeno quântico bastante curioso, que ocorre em escala nuclear, e que foi descoberto de forma independente por Felix Bloch e Edward Purcell, logo depois da II Guerra Mundial. Essa descoberta lhes valeu o prêmio Nobel de Física de 1952. Porém, os desenvolvimentos que levaram a aplicação desse fenômeno quântico à geração de imagens tomográficas só aconteceram na década de 1970. Recentemente, os principais responsáveis por esses desenvolvimentos, Paul Lauterbur e Peter Mansfield, foram também agraciados com o prêmio Nobel, dessa vez em Medicina e Fisiologia.

COMO FUNCIONA?

Sob efeito de um potente campo magnético, prótons do corpo humano são sensibilizados de maneira uniforme, principalmente os presentes aos átomos de hidrogênio (a água perfaz 69% do volume corporal). Em seguida um campo magnético oscilatório (rádio freqüência) é emitido, percebendo ao ritmo desses prótons (em ressonância com esses) que, uma vez cessado, “devolve” a energia absorvida nesse processo, que permite a formação da imagem através da decodificação de sinais por computadores. As imagens produzidas são de alta resolução.

 INDICAÇÕES:

  • Diagnóstico de alterações internas, principalmente deslocamento do disco articular.
  • Tratamento de disfunções sintomáticas da ATM.
  • Proporciona estudo de doenças inflamatórias com envolvimento capsular e/ou do ligamento posterior.
  • Diagnóstico e tratamento de artrites.
  • Identificação de trauma na região de côndilo. (deslocamento fratura e anquilose).
  • Estadiamento local de neoplasias.

CONTRA-INDICAÇÕES:

  • Pacientes com marca-passo cardíaco (que podem ser desprogramados, no interior do magneto).
  • Pacientes portadores de clipes metálicos de aneurisma cerebrais.
  • Pacientes que utilizam próteses auriculares.
  • Implantes otológicos.
  • Pacientes gestantes com menos de doze semanas de gestação.
  • Presença de corpos estranhos em zonas nobres como região intra-ocular.

 Os raios X, assim como a luz visível, irradiam de fontes em linhas retas em todas as direções até que são detidos por um absorvente. Por este motivo, o tubo de raio-x está situado em um alojamento de metal que detém a maioria da radiação X. Somente uma pequena quantidade de raios úteis saem do tubo através de uma janela ou abertura. Estes raios úteis constituem o feixe primário. O centro geométrico do feixe primário é chamado de raio central.

Na maioria dos equipamentos de raios-X usados em medicina, a quilovoltagem pode ser variada dentro de um amplo – comumente entre 40 Kv a 125 Kv ou mais. Quando as baixas quilovoltagens são usadas, os raios x têm maiores comprimentos de ondas (baixa energia) e são facilmente absolvidos. Estes são algumas vezes referidos como raios X “suaves”. As radiações produzidas em alta quilovoltagem têm maior energia e menor comprimento de onda. Esta radiação mais penetrante é algumas vezes chamada de radiação “dura”. Feixes de raios-X usados em radiografia médica são heterogêneos porque eles consistem de radiação de diferentes comprimentos de ondas e poderes de penetração.

 ABSORÇÃO DE RAIOS X

 Uma das principais propriedades dos raios X é a sua capacidade de penetrar a matéria. Entretanto, nem todos os raios X que entram na matéria a penetram; alguns deles são absolvidos. Aqueles que entram formam a imagem aérea

 FATORES QUE AFETAM A ABSORÇÃO DE RAIOS X

 Estes são alguns dos fatores que influenciam na absorção da radiação X: espessura do corpo, densidade do corpo, número atômico do corpo, meios de contraste, kilovoltagem, forma de onda de voltagem, filtragem, composição do ponto focal.

 Espessura do corpo – A relação entre a absorção de raios-X e a espessura é intuitivamente óbvia: um pedaço de material grosso absorve mais radiação X do que um pedaço fino do mesmo material. Por exemplo, seis polegadas de água absorvem mais raios X do que uma polegada.

 Densidade do Corpo – Para materiais que diferem em densidades (em unidade de volume), um material de maior densidade é mais absorvente do que um de menor densidade, permanecendo os demais fatores. Por exemplo, uma polegada de água absorverá mais raios X do que uma polegada de vapor porque o vapor pesa menos por polegada cúbica do que a água.

 Número Atômico do Corpo – O número atômico do material que compõe o corpo também afeta as características de absorção de raio X. Por exemplo, uma folha de alumínio que contém um número atômico menor do que o chumbo absorve uma quantidade menor de raios X do que uma folha de chumbo com a mesma área e peso. É por isso que se usa o chumbo em vez de alumínio como alojamento do tubo e também como um revestimento para as paredes das salas de raios-X, assim como em luvas e aventais protetores.

A absorção depende do número atômico de maneira um tanto complicada que está relacionada com a energia da radiação X incidente. Assim, de duas substâncias que contêm um número atômico próximo, uma pode ser mais absorvente do a outra para raios X de determinadas energias. Entretanto, a situação pode se reverter para raios X de energias diferentes. Estas relações entre o número atômico e a energia dos raios X são fatores que entram na seleção de fósforo para écrans intensificadores fluorescente.

 Meios de Contraste – Com o objetivo de acentuar as diferenças de absorção entre as estruturas do corpo e as regiões ao redor das mesmas, algumas vezes, meios de contraste são introduzidos a estas estruturas. Meios de contrastes são substâncias que diferem em densidade e número atômico dos tecidos ao redor da região na qual eles são introduzidos.

Algumas das substâncias mais comuns usadas como meios de contrastes são: suspensões aquosas de sulfato de bário, compostos orgânicos líquidos contendo iodo e gases, tais como o ar ou o dióxido de carbono. O sulfato de bário ou o ar é usado para realçar o trato gastrointestinal. Os vários compostos de iodo têm muitos usos, entre eles a radiografia dos sistemas vascular, urinário, linfático, ou respiratório, e o canal vertebral.

Substâncias tais como o sulfato de bário, as quais absorvem mais radiação do que as áreas ao seu redor são conhecidas como radiopaco. Aquelas tais como o ar, que são menos absolventes do que os tecidos adjacentes são conhecidos como radiolucente.

 Kilovoltagem – Raios X produzidos a baixas kilovoltagens, isto é, aqueles com grande comprimento de onda – são facilmente absorvidos. Raios X de alta energia ou kilovoltagem, com curto comprimento de onda, penetram materiais com mais facilidade.

 Forma de Onda de Voltagem – Já foi dito que uma dada kilovoltagem aplicada em um tubo de raios X por um gerador trifásico é maior do que a de um gerador monofásico por causa das diferenças de forma de onda. Assim, mudando-se de um gerador monofásico a um trifásico tem um efeito na energia média do feixe de raios X de certa forma semelhante ao aumento da quilovoltagem. O feixe trifásico contém uma maior proporção de quanta energética e mais penetrante do que o feixe produzido por um gerador monofásico funcionando com a mesma kilovoltagem máxima. Como resultado, para um absorvente, um número relativamente maior de quanta é removida de um feixe de raios-X monofásico do que de um trifásico; isto é, a absorção em feixe monofásico é maior.

 Filtragem – Filtragem é a maneira preferida de se remover quanta (fótons) de baixa energia do feixe de raios X através de um sbsorvente (filtro). Denomina-se filtragem inerente àquela que é feita com elementos tais como a parede de vidro do tubo de raios X e pelo óleo isolante ao redor do tubo. Chama-se filtragem adicional, o filtro que consiste de uma folha de metal inserida dentro do feixe de raios X (normalmente alumínio no caso de radiografia médica). A filtragem total do feixe (inerente mais a adicionada) é muitas vezes especificada em termos de espessura de alumínio o qual produz a mesma absorção e é denominado de alumínio equivalente ou espessura equivalente.

O feixe de raios X é composto de fótons de diferentes energias e poderes de penetração. Quando um filtro é colocado dentro de um feixe, ele elimina mais fótons de baixa energia e menos penetrantes do que os fótons de alta energia. Assim pode-se dizer que os filtros endurece o feixe de raio X, aumentando a proporção de quanta de alta energia e dando maior poder de penetração ao feixe.

Mesmo em instalações de alta kilovoltagem, o feixe contém sempre alguns raios X de baixo poder de penetração, mais é pouco provável que estes raios X de baixa energia passaram pelo corpo do paciente e formarão uma imagem útil. A maioria deles irão somente adicionar-se à dose absorvida pelo paciente. Desta forma, é desejado e obrigatório pelas leis federais que certas quantias de filtragem sejam colocadas no feixe para eliminar estes raios inúteis. A quantidade de filtragem necessária depende da kilovoltagem usada. A filtragem pode ser especificada em termos de equivalente de alumínio (a espessura do aluminio que produziria a mesma ação de filtragem) ou em termos de camadas de meio de valor (CMV) – quer dizer, a espessura do material necessária para reduzir a intensidade do feixe pela metade do seu valor original. As agências federais, e estaduais de regulamentos e os fabricantes de equipamentos podem fornecer maiores informações a respeito dos requerimentos de filtragem.

 Composição do Ponto Focal – A distribuição de energia – quer dizer, a quantia relativa de radiação de baixa e alta energia – no feixe de raios-X é também afetada pelo material que compõe o ponto focal. Como já notamos, na maioria das aplicações médicas, o ponto focal do tubo de raios X é composto de tungstênio ou uma liga de rênio e tungstênio. Para algumas aplicações especiais, por exemplo, a mamografia, usa-se às vezes outros materiais tais como o molibdênio. Em um dado equipamento, o feixe de raios X produzido em um ponto focal de molibdênio contèm uma maior porcentagem de fótons de baixa energia, facilmente absorvidos, do que um feixe de um ponto focal de tungstênio.

 ABSORÇÃO DIFERENCIAL NO CORPO HUMANO

 Em se considerando as aplicações médicas dos raios X, deve-se levar em conta que o corpo humano é uma estrutura complexa constituída não somente de diferentes espessuras mas também de diferentes matérias. Estas matérias absorvem os raios X em graus variáveis. Por exemplo, o osso contém elementos de número atômico maior do que o tecido macio e também a sua densidade é de certa forma maior do que o tecido macio. Por isso, o osso absorve mais raios X do que o tecido macio. Além do mais, estruturas doentes mais vezes absorvem raios X de forma diferente que os ossos e a carne normais. A idade do paciente também pode ter alguma influência na absorção. Em pessoas idosas, os ossos podem ter menor quantidade de cálcio, e por isso ter menor absorção de raios X do que em jovens.

Deve-se lembrar também que a diferença na absorção do osso e do tecido macio é também alterada pela kilovoltagem usada para fazer a radiografia. Conforme a kilovoltagem aumenta, a diferença na absorção do osso e do tecido diminui.

Conforme o feixe de raios X emerge do corpo, diferentes áreas do feixe contém diferentes intensidades de radiação. Este tipo de intensidade resulta das diferenças em absorção que ocorrem quando o feixe passa através do corpo. Este padrão invisível ou distribuição de intensidades de raios X no espaço é referido como imagem aérea ou imagem no espaço para distingüi-la da imagem radiográfica.

Considere, por exemplo, as intensidades de raios X que emergem de uma parte do corpo que consiste de osso rodeado por tecido macio. Por causa de seu número atômico e densidade maior, o osso é mais absorvente do que a carne ao redor, conseqüentemente, a intensidade do feixe através do osso é menor do que a intensidade do feixe através do tecido macio sozinho,

 CONTRASTE DO SUJEITO

 A relação entre intensidade de raios X que emerge de uma parte de um objeto e uma intensidade que emerge de uma parte próxima mais absorvente é chamada de constraste do sujeito ou da radiação. Por exemplo, se a intensidade da carne for três vezes maior do que a intensidade na área do osso, o contraste do sujeito deverá ser 3.

O contraste do sujeito depende de sua própria natureza (diferença de espessura, e de composição), qualidade da radiação, (kilovoltagem, voltagem da forma de onde, filtragem e material do ponto focal), em outras palavras, ele depende dos fatores que afetam a absorção dos raios X, assim como também a intensidade e distribuição da radiação dispersa. Entretanto, o contraste do sujeito é independente do tempo de exposição, miliamperagem, das características e tratamento do filme e, para os objetivos práticos, da distância. (De um ponto de vista prático, a miliamperagem usada pode afetar a kilovoltagem real produzida por um aparelho de raios X, assim, influenciando até certo ponto o contraste do sujeiro.)

 FATORES DE EXPOSIÇÃO QUE AFETAM A IMAGEM AÉREA

 Alguns fatores de exposição que afetam a imagem aérea (isto é, o padrão de intensidade de raios X que emerge do corpo) são : miliamperagem, distância, kilovoltagem e forma de onda de voltagem.

 Miliamperagem – Aumentando-se a miliamperagem aumenta-se a intensidade de raios X, e diminuindo a miliamperagem diminui-se a intensidade de raios X. Desta forma, conforme a miliamperagem ou a intensidade da radiação X do ponto focal aumenta, todas as intensidades correspondentes ao padrão que emergem do corpo também aumentam, isto é, as diversas intensidades de raios X continuam a manter a mesma relação entre si. Por exemplo, consideraremos que no inicio são medidas três unidades de intensidade de raios X sob a carne,e somente uma unidade emerge sob o osso. Depois consideraremos que a miliamperagem que flui através do tubo de raios X seja dobrada, resultando em uma duplicidade da produção do raio X. Isto por sua vez dobra as intensidades que emergem da carne somente em seus unidades e sob o osso em duas unidades, mantendo uma relação de 3:1 em contrastr do sujeito, a mesma que antes da miliamperagem ter sido dobrada. Em outras palavras a intensidade sob a carne somente vai ser sempre três vezes maior do que a sob o osso, não importa se a miliamperagem seja aumentada ou diminuida, permanecendo os demais fatores.

 Distância – As intensidades de raios X na imagem aérea podem também ser alteradas uniformemente de outra forma: colocando o tubo longe ou perto do objeto. Em outras palavras, a distância entre o tubo e o objeto tem um efeito na intensidade da imagem. Isto pode ser facilmente demonstrado: num quarto escuro, coloque uma lanterna a pelha perto desta página; quanto mais perto do livro está a luz, mais claramente iluminada é a página. Exatamente o mesmo processo ocorre com os raios X. Conforme a distancia entre o objeto e a fonte de radiação diminue, a intensidade de raios X no objeto aumenta, e conforme a distancia aumenta, a intensidade da radiação no objeto diminue. Tudo isto acontece devido ao fato de que tantos os raios X quanto a luz viajam em linhas retas divergentes.

O efeito da mudança na distância é similar ao da mudaça da miliamperagem. Em outras palavras, o contraste do sujeito não é afetado pelas mudanças nas distâncias.

Deve-se mencionar que em se mudando a distância, deve-se considerar o efeito que isto pode ter na borrosidade da imagem e em exposiçao não qual se usa uma grade difusora para reduzir a dispersão de radiação.

Pode-se calcular aritiméticamente a quantia da intensidade geral da imagem quando se modifica a miliamperagem ou distância.

 Kilovoltagem e Forma de Onda da Voltagem – Previamente foi demonstrado que por causa das diferenças na forma de onda da voltagem, o efeito da mudança de um gerador monofásico a um trifásico é a mesma que um aumento na kilovoltagem e vice-versa. Desta forma, o efeito nas mudanças de forma de onda no contraste do sujeito e na intensidade, energia e poder de penetração dos raios X é similar às mudanças em kilovoltagem tratadas a seguir.

Uma mudança na kilovoltagem causa diversos efeitos. Em primeiro lugar, uma mudança na kilovoltagem resulta em uma mudança no poder de penetração dos raios X, e a intensidade total do feixe também é modificada. Esta mudança na intensidade ocorre mesmo que a corrente do tubo não seja alterada. Além do mais, mudando-se a kilovoltagem, muda-se também o contraste do sujeito.

Quanto a kilovoltagem é incremetada produz-se radiação com menor comprimento de onda e raios X mais penetrantes são produzidos. (O poder de penetração de feixe aumenta). Também, todos os comprimentos de onda presentes no feixe de baixa kilovoltagem estão presentes na alta kilovoltagem e em intensidade muito maior (a intensidade total do feixe aumenta).

 
 

Resumo – Com o propósito de revisar os fatores de exposição que afetam a imagem aérea, deve-se lembrar os seguintes pontos:

1. A intensidade da imagem aérea é afetada por quatro fatores : miliamperagem, distância, kilovoltagem e forma de onda.

2. Quando a miliamperagem ou distância é usada como um fator de controle de intensidade, o contraste do sujeito não é afetado.

3. Quando a kilovoltagem ou forma de onda é modificada, altera-se não somente a intensidade dos raios X, mas também o contraste do sujeito. Aumentando-se a kilovoltagem ou mudando-se de um gerador monofásico a um trifásico diminue o contraste do sujeito; diminuindo-se a kilovoltagem ou mudando-se de um gerador trifásico para um monofásico aumenta-se o contraste do sujeito.

Os meios de contraste iodados são substâncias radiodensas capazes de melhorar a especificidade das imagens obtidas em exames radiológicos, pois permitem a diferenciação de estruturas e patologias vascularizadas das demais.

ASPECTOS GERAIS

A estrutura básica dos meios de contraste iodados é formada por um anel benzênico ao qual foram agregados átomos de iodo e grupamentos complementares, onde estão ácidos e substitutos orgânicos, que influenciam diretamente na sua toxicidade e excreção.

Na molécula, o grupo ácido (H+) é substituído por um cátion (Na+ ou meglumina), dando origem aos meios de contrastes ditos “iônicos”, ou por aminas portadoras de grupos hidroxilas denominando-se, neste caso, “não iônico”.

Todos os meios de contraste iodados utilizados regularmente são muito hidrofílicos, tem baixa lipossolubilidade, peso molecular inferior que 2000 e pouca afinidade de ligação com proteínas e receptores de membranas. Distribui-se no espaço extracelular, sem ação farmacológica significativa.

Os meios de contraste podem ser encontrados em apresentações para uso endovenoso, intratecal, oral ou retal.

Os contrastes iodados não iônicos (baixa osmolalidade) apresentam vantagem em relação à segurança sobre os agentes iônicos, e são de um custo mais elevado. Os contrastes iodados hidrossolúveis não iônicos para uso intratecal são preferíveis aos contrastes de base oleosa (iodenidilato) e agentes não iônicos (metrizamina) usados em estudos mielográficos. As vantagens dos agentes não iônicos são a melhor evidenciação de estruturas como: raízes e bainhas nervosas na TC. A desvantagem dos agentes não iônicos par uso intratecal durante reabsorção pelo sistema nervoso, podem provocar alterações nas condições mentais, náuseas, vômitos, e raramente convulsões. Estes efeitos podem ser minimizados pela hidratação do paciente.

PROPRIEDADES RELACIONADAS A SEGURANÇA E EFICÁCIA DOS MEIOS DE CONTRASTE

DENSIDADE: (g/ml)

Nº de átomos de iodo por mililitro de solução;

VISCOSIDADE:

· A força necessária para injetar a substância através de um cateter aumenta geometricamente com a concentração da solução e com o peso molecular;

não iônicos diméricos tem maior viscosidade que não iônicos monoméricos;

· A viscosidade é menor quanto maior for à temperatura (por isso que se deve aquecer gradativamente os meios de contraste não iônicos à temperatura corporal antes de sua administração).

OSMOLALIDADE:

· Função definida pelo nº de partículas de uma solução por unidade de volume;

Os contrastes iônicos têm maior osmolalidade do que os não iônicos porque dissociam cátions e ânions na solução.

CONDIÇÕES QUE INFLUENCIAM NA QUALIDADE DO EXAME

· Via de administração: determina, em parte, a quantidade de substância que chegará ao órgão estudado;

· Dose de contraste; · Velocidade de injeção; · Calibre do cateter: em função da viscosidade da solução utilizada; · Temperatura da substância: principalmente no uso de contrastes não iônicos (interfere na sua viscosidade); · Retardo e tempo de scan: maximizar o estudo da fase arterial venosa.

EFICÁCIA DOS MEIOS DE CONTRASTES

A eficácia de um meio de contraste depende não apenas das propriedades farmacológicas de sua molécula, mas principalmente de sua capacidade de atenuação de Raios-X. A atenuação dos Raios-X por um agente de contraste depende da concentração de iodo, da distância percorrida, pelo fóton de Raios-X através da solução iodada e ainda da energia do fóton. Quanto maior a concentração de iodo na solução, maior será sua capacidade de atenuar Raios-X.

O uso de contraste iodado não iônico é mais freqüente utilizado por sua segurança e maior tolerabilidade pelo paciente do que por um significante aumento da eficácia, porém são de um custo mais elevado. O contraste não iônico é bastante utilizado em crianças e idosos por oferecer uma maior segurança ao paciente.

CUIDADOS ANTES DA INJEÇÃO DE CONTRASTE

· Identificar os fatores de risco e benefício potencial de seu uso;

· Avaliar as alternativas de métodos de imagem que possam oferecer o mesmo diagnóstico ou ainda sejam superiores;

· Certificar-se da indicação precisa do meio de contraste;

· Estabelecer procedimentos de informação do paciente;

· Ter previamente determinada a política no caso de complicações.

CLASSIFICAÇÃO E INCIDÊNCIA DAS REAÇÕES ALÉRGICAS

As reações alérgicas aos meios de contraste, apesar de pouco freqüentes (Uma em 400.000 casos) são inevitáveis, podendo variar em severidade, e podendo ocorrer após uma única administração ou após múltiplas.

CLASSIFICAÇÃO ETIOLÓGICA DAS REAÇÕES ADVERSAS AOS MEIOS DE CONTRASTES

Reações idiossincráticas (anafilactóides),

Reações não idiossincráticas.

· Efeitos tóxicos diretos: Osmotoxidade; Quimiotoxidade

Toxicidade direta órgão – específica: Nefrotoxidade; Cardiotoxidade; Nefrotoxidade

· Reações vasomotoras: Reações combinadas

QUANTO AO GRAU DE SEVERIDADE

São classificados conforme principais sintomas:

· Leve: geralmente não requer tratamento medicamentoso (autolimitada), sendo necessária apenas observação.

· Moderada: clinicamente mais evidente do que a reação leve requer observação cuidadosa e freqüentemente tratamento medicamentoso.

· Severa (grave): necessita atendimento imediato, pois apresenta maior morbiletalidade, e requer hospitalização. Pode ter como pródrome reações leves/ moderadas.

· Fatais: As causas mais comuns de óbitos incluem colapso cardiorespiratório, edema pulmonar, coma, broncoespasmo intratável e obstrução da via aérea (edema de glote).

Reações adversas leves:

Náusea/vômito Alteração do paladar Sudorese/leve palidez
Calor Prurido Exantema
Cefaléia discreta Rubor Congestão nasal
Tontura Calafrios Espirros
Ansiedade Tremores Inchaços em olhos e boca

Reações adversas moderadas:

Vômitos intensos Laringoespasmo Dor tórax e abdome
 Edema facial Rigidez Urticária intensa
Hipertensão Dispnéia – sibilos Broncoespasmo
Hipotensão Cefaléia intensa Mudança na freqüência Cardíaca

Reações adversas graves: Potencialmente apresentam risco de vida, com moderados ou graves sintomas associados à:

Inconsciência Arritmias com repercussão clínica
Convulsão Parada cardiorespiratória
Edema agudo de pulmão Colapso vascular severo

Estima-se que algum tipo de reação adversa ocorra em 5 –12 % os pacientes que utilizam contraste iônico hiperosmolar, a grande maioria delas sendo de baixo risco (leve/moderada) e que não necessitam tratamento específico. Apenas 3,1% dos pacientes que utilizam contraste não iônico apresentam algum tipo de reação adversa.

Reações fatais podem também ocorrer na administração de agentes não iônicos, mesmo em pacientes que já receberam contrastes previamente sem qualquer sintoma de reação adversa.

QUANTO AO TEMPO DECORRIDO APÓS A ADMINISTRAÇÃO

· Reações adversas agudas: são aquelas que ocorrem no período que o paciente está em observação no serviço de radiologia. A grande maioria delas é imediata ou ocorre nos primeiros 5 a 20 minutos após a administração do agente.

· Reações tardias: ocorrem após o paciente deixar o serviço de radiologia, de modo que sintomas e sinais variados podem se manifestar, tais como trombose venosa e necrose de pele, quadro clínico semelhante ao resfriado comum por iodo ou mesmo problemas cardíacos como insuficiência e arritmias.

ALTERAÇÕES FUNCIONAIS INFLUENCIADAS PELOS AGENTES DE CONTRASTE IODADOS NOS ÓRGÃOS E NAS ESTRUTURAS VASCULARES

· Efeitos na viscosidade sanguínea; · Efeitos na coagulação; · Efeitos na função cardiovascular; · Efeito na função pulmonar; · Efeito na função renal; · Efeito na função hepática; · Efeito na função tiroideana; · Efeito na parede dos vasos; · Efeito nos testes de laboratório.

 

Nuvem de tags

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.